A palavra mantra deriva da raiz man (“mente”) e do sufixo tra (“proteger, instrumento”) podendo ser considerado então como “aquilo que protege a mente” ou um “instrumento da mente”. Uma das práticas básica do Mantra Yoga é o japa ("repetição") usando um mala ("cordão de contas"), onde se repete um mantra pelo número estabelecido de vezes mentalmente, murmurando ou em voz alta. Existem também o kirtan, repetição de mantras musicados, as canções devocionais (bhajan) e o canto védico, a forma mais antiga ainda existente de transmissão oral do conhecimento.

       Grande parte dos mantras são originados dos Vedas e de outras escrituras sagradas. Segue abaixo dois mantras considerados Shanti Mantras, ("mantras da paz"), versos que aparecem em diferentes Upanishads (textos filosóficos espirituais que compõem no fim dos Vedas) geralmente cantados no início e no fim de práticas ou estudos.


SAHA NĀVAVATU  (Taittiriya Upanishad )

 

Om saha nāvavatu |

saha nau bhunaktu |

saha vīryaṁ karavāvahai |

tejasvi nāvadhītamastu |

mā vidviṣāvahai ||

Om shāntiḥ shāntiḥ shāntiḥ ||

Hariḥ Om ||


 (“Om. Que Ele [O Ilimitado, Īśvara] nos proteja;

Que Ele nos alimente [com conhecimento];

Que possamos trabalhar com energia;

Que nosso estudo nos traga clareza;

Que não haja desentendimentos entre nós.

Que haja paz no mundo, que haja paz entre os homens, que haja paz em cada um.

O conhecimento do Si mesmo remove o sofrimento”.)



PŪRNAMADAH PŪRNAMIDAM  ( ­­Īshāvāsya Upanishad )

 

Om pūrṇamadaḥ pūrṇamidaṁ pūrṇat pūrṇamudacyate |

pūrṇasya pūrṇamādāya pūrṇamevāvaśiṣyate||

Oṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ ||

Hariḥ Om ||

 

“Om. Isto (o limitado) é Plenitude. Aquilo (o Ilimitado) é Plenitude. A Plenitude que surge da Plenitude é realmente plena;

Tirando-se a Plenitude (que é o efeito) da Plenitude (que é a causa), somente Plenitude permanece.

O conhecimento do Si mesmo remove o sofrimento”.