Na Índia do século XX o Hatha Yoga havia se tornado uma prática restrita a pequenos círculos de adeptos, onde os hatha yoguis eram vistos como um grupo de contorcionistas e mágicos. Com a colonização inglesa, o movimento de independência indiano passou a ver a cultura física como uma forma de fortalecer a estima de seus participantes. Neste período várias disciplinas físicas foram criadas e o Hatha Yoga ressurgiu como a solução nacional perfeita. Neste cenário, quatro figuras foram fundamentais nesta transição para o Yoga moderno que além dos vários aspectos do Yoga, deram bastante ênfase e valor as posturas físicas: Shri Yogendra, Swami Kuvalayananda, Sivananda Saraswati e Turumalai Krishnamacharya. Este último é considerado o pai do Yoga moderno, sobretudo devido aos seus principais discípulos B.K.S. Iyengar, Pattabhi Jois, D.K.V. Desikachar e Indra Devi que levaram o Hatha Yoga para o mundo ocidental. Krishnamacharya apresentou aos seus discípulos o sistema Vinyāsa que coordena movimento e respiração e Krama método progressivo de sequenciamento em uma ordem adequada. O estilo de ensinar de Krishnamacharya mudou no decorrer de sua vida e no fim ele se concentrou em criar programas pessoais ensinados individualmente que levem em conta a idade, tipo físico, vida familiar e profissional do praticante. Neste programa ele incluía não só as sequências de āsanas mas também prānāyāma, meditação, canto de mantras e estudo dos textos clássicos. Versado em vários sistemas ortodoxos da filosofia hindu, Krishnamacharya faleceu com 100 anos em 1989 e apesar de nunca ter deixado a Índia é um dos grandes responsáveis pelo renascimento do Hatha Yoga no mundo moderno.